Vivemos numa época de liberdade de expressão e de um estilo “livre” de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, etc., uma comercialização do sexo.

Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se conhecerem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro vivendo uma novidade maravilhosa de um carinho, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o futuro casamento e o amor. Com tamanha sobrecarga de “normal” (sexo antes do casamento é normal, (sexo fora do casamento é normal, (filhos de outra mulher é normal, filhos drogados é normal, simplesmente, temos que aceitar…), então, por que não devemos ensinar nossos filhos a se masturbarem? Tudo, afinal, não é normal?

Não podemos esquecer que ao considerar questões sexuais que não estão especificamente relacionadas na Escritura, devemos ter em mente certas experiências pré-sexuais que conduzem facilmente à lascívia ou à luxúria.

A batalha pela pureza sexual sempre começa na mente. Aquilo em que pensamos constantemente, acabamos fazendo. Enchemos nossa mente com o bem ou o mal, o puro ou o impuro, o certo ou o errado. Muitos crentes tentam abrigar ambas as tendências em seus pensamentos, o que é incompatível.

O pecado sexual declarado é concebido primeiro na mente, e, depois, desenvolvido em várias experiências pré-sexuais, e finalmente torna-se realidade prática, assim que a oportunidade aparece. Não somente a imoralidade é pecado, mas os pensamentos impuros também são pecados. Mas Deus está interessado no que penso? Sim! (Fl 4:8; Cl 3:1,2). Na mente, à despeito de não existir união física, é pecado, pois a pessoa em que você pensou (ou na revista ou no filme) para se masturbar, não sabe o que você está fazendo, nem autorizou sua imagem para você pecar. Observe que em Mt 5:28, Jesus menciona não apenas olhar, mas olhar para cobiçar. Isto implica um desejo ativo, imaginando uma união ou contato sexual.

O apóstolo Paulo diz que o crente de espírito controlado, na batalha espiritual, está “levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” II Co 10:5.

É certo que não podemos impedir todo pensamento impuro de entrar na mente, mas é igualmente certo de que somos realmente capazes de controlar os pensamentos de permanecem e de se desenvolvem.

Nossos olhos são a “candeia do corpo” (Mt 6:22,23), e que se estes forem maus, o corpo “será tenebroso”. Esta verdade descreve mais do que um fato físico. Refere-se ao que os olhos deixam entrar na mente.

Devemos, RADICALMENTE, nos afastar da pornografia que vem sendo despejada em nosso caminho, lembre-se: “os olhos são a candeia do corpo”. Se você não resiste à tentação, não olhe. Não olhe para aquilo que Deus te proibiu de tocar. Você não pode ser tentado a se masturbar se estiver lendo a Bíblia.

Masturbação é pecado? A maioria dos não-crentes e também muitos crentes crêem que a masturbação não apresenta nenhum problema. Certamente, não acham que é pecado e que só constitui um problema quando é uma obsessão e um substituto psicológico total para as relações sexuais normais.

Reflita sobre as seguintes questões abaixo:

  1. Vejamos à definição de lascívia e luxúria: “Gratificação dos sentidos ou indulgência para com o apetite; “desejo sexual intenso”. A masturbação encaixa-se perfeitamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?
  2. Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? As cachoeiras de Paulo Afonso? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que é que você acha? Então, se você pratica a masturbação, pode afirmar que sua mente permanece pura? Não! E quem pratica a masturbação, às vezes faz isso três, quatro vezes ou mais por dia.
  3. O que a masturbação quer afinal? Quer tentar, experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. Ou seja, é um substituto do ato real, mas não é. É uma farsa, uma falsificação, um dolo.
  4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: “Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2:3). Masturbação é sexo solitário, escondido…
  5. A masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6:12). Paulo também diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6:12). Você é escravo da masturbação?

Reflita bem sobre essas questões e perceba que a masturbação é pecado, sim. Então liberte-se em Nome de Jesus! Não tenha medo de conversar sobre esse assunto com pessoas que possam ajudar… Falo de alguém de absoluta confiança e sigilo e capacidade intelectual. Compaixão, e não condenação, deve ser a postura de pessoas responsáveis para com Deus e Sua Palavra.

Concluímos que a masturbação não deve fazer parte da vida do crente: I Co 6:18-20, Gl 5:19 e I Ts 4:3-7. Ninguém pode negar que masturbação é resultado da lascívia e da paixão. Tenho dito!

Pr. Alexandre

Masturbação é Pecado?

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