palmadas

Efésios 4:26,27 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.

No Amazonas, mais de 60 mortes. Em Roraima, mais de 30 mortes. Em Natal, mais de 25 mortes; todas terríveis, macabras… Corpos esquartejados, de como se esquarteja uma galinha para cozinhar; corpos amontoados, mutilados, membros separados do tronco e da cabeça; numa enorme dificuldade de identificação, a fim de que sejam enterrados.

E o que significa tudo isso? Guerra de facções? Brigas pelo poder do tráfico? Duelo de gangues? Não! Não apenas isso!

O que está acontecendo nos presídios brasileiros é o meu e o seu ódio, representado por outros. É o ódio de uma sociedade caída, esmagada pelo pecado, pela invocação do mal. Invocamos o mal entre nós desde sempre; desde os desenhos que nossos filhos assistem na TV, passando pelos avatares exibidos nos cinemas, pelas oferendas que parte da sociedade lança no mar, nos cemitérios e encruzilhadas; pelos inúmeros rituais satânicos e pactos que são oficiados em nome das trevas; e, se considerarmos esses rituais e essas invocações, estamos a pouco mais de um mês de fazê-lo de maneira muito mais intensa, por ocasião do carnaval, onde hostes, principados e potestades recebem as chaves das cidades – é aí que, literalmente, o bicho pega.

Quem os invoca? Quem os chama? Quem lhes oferece as chaves da cidade?

Fique certo de que o ódio estampado na face dos presos, é o nosso ódio. A desconfiança total e irrestrita nos olhos dos presos, é a nossa desconfiança. As armas que eles escondem, para depois ferir, são as mesmas armas que nos exibimos sem nenhum constrangimento, para ferir também. A agressividade de cortar corpos humanos com armas artesanais, é a nossa agressividade.

Os Estados brasileiros estão quebrados. Muitos funcionários sequer receberam o décimo terceiro do ano passado. Contratos com empresas de limpeza pública foram cancelados. Uma multidão de desempregados, que não tem como pagar as contas de casa; que precisam apanhar uma cesta básica para atenuar a fome dos parentes.

Os desmandos, as fraudes, os roubos, a corrupção, as sentenças que beneficiam uns em detrimento de outros – os presos sabem.

Os presos sabem através dos jornais e dos familiares que visitam. Eles sabem que aqueles que tem “colarinho branco”, cometeram crimes horripilantes, mas estão soltos ou em prisão domiciliar, com todo o conforto… Daí a revolta, a raiva, os traumas de infância, que vão se juntando, se acumulando em suas mentes e corações, e algum dia, mais que de repente, a represa rompe e vem a grande explosão: explosão de ódio, explosão de raiva, explosão de gênio; “eu mato você antes que você me mate”. O resultado são essas notícias que vemos e ouvimos. Essa carnificina sem qualquer remorso.

Veja o que a Bíblia diz: Estremecei de ira, mas não pequeis, acalmai a vossa raiva antes que o sol se ponha, e não deis lugar ao Diabo.

Nós estamos estremecendo de ira, e pecando: Ira da situação econômica vigente, ira das dívidas que nós mesmos contraímos sem planejamento financeiro; ira do pai e da mãe que não deixa ir para a balada ou dormir com o namorado, ira do irmão que não empresta o perfume, ira da professora que ameaçou reprovar por causa das notas baixas (como se ela estivesse errada), ira da vida e ira da morte.

Não estamos acalmando a nossa raiva: Com oração, jejum, pano de saco e cinza, II Cr 7:14. Temos raiva, sim! E ao invés de vencer o mal com o bem, Rm 12:21; damos lugar para que a raiva tome conta.

Damos lugar ao diabo: Que só veio para matar, roubar e destruir. Damos lugar ao diabo, porque não nos enchemos do Espírito Santo, Ef 5:18. Damos lugar ao diabo, porque chamamos palavrão, ao invés de cantar um hino ao Senhor, Sl 45:1. Damos lugar ao diabo, porque somos mais amigos dos prazeres, do que amigos de Deus, II Tm 3:4.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Pr. Alexandre

O que está acontecendo nos presídios?

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